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  Notícias de Capa | publicado dia 06/03/2019 às 11:52
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O 8 de março é conhecido internacionalmente como Dia da Mulher. Em muitos lugares se distribui flores e chocolates, as lojas fazem promoções de itens “femininos” e as pessoas parabenizam as mulheres pelo “seu dia”. Porém, apesar da mercantilização da data, o 8 de março possui um significado muito mais profundo e de luta. É uma data que simboliza a organização das mulheres na busca pela igualdade social com os homens.

O surgimento do Dia da Mulher
O Dia da Mulher surgiu pela luta de mulheres das fábricas dos Estados Unidos e Europa, que começaram uma campanha para reivindicar seus direitos, como melhorias nas condições de trabalho (que eram piores que a dos homens) – as mulheres trabalhavam 16 horas por dia, 6 dias por semana (às vezes até no domingo).
Para desmobilizar o apelo das organizações e controlar a permanência das trabalhadoras, muitas fábricas trancavam as portas dos estabelecimentos durante o expediente, cobriam os relógios e controlavam a ida aos banheiros. Mas as difíceis condições de vida e os baixíssimos salários eram forte incentivo para a presença de operários e operárias nas manifestações em locais fechados ou na rua.
Em 1903, formou-se, pela ação das sufragistas e de profissionais liberais, a Women’s Trade Union League (Liga Sindical de Mulheres, em tradução livre) para organizar trabalhadoras assalariadas. Em fevereiro de 1908, mulheres socialistas dos Estados Unidos fizeram uma manifestação a que chamaram Dia da Mulher, reivindicando o direito ao voto e melhores condições de trabalho.
Em 26 de fevereiro de 1909, ocorreu uma grande marcha de mulheres em Nova York, com a presença de 15 mil mulheres. No final de 1909, cerca de 15 mil trabalhadores do vestuário, a maioria mulheres, entraram em greve, provocando o fechamento de mais de 500 fábricas. Jovens operárias italianas aderiram, houve prisões, tentativas de contratar novas trabalhadoras, o que tornou o clima muito tenso. À medida que as grandes empresas cederam algumas reivindicações, a greve foi se esvaziando e se encerrou em 15 de fevereiro depois de 13 semanas.
Em 1910, Clara Zetkin propôs uma jornada de manifestações na reunião da Segunda Conferência Internacional das Mulheres Socialistas.

A tragédia uniu ainda mais as mulheres do mundo
Em 25 de março de 1911, às 17 horas, quando todos trabalhavam, irrompeu um grande incêndio na Triangle Shirtwaist Company (Companhia de Blusas Triângulo). O chão e as divisórias eram de madeira, havia grande quantidade de tecidos e retalhos, e a instalação elétrica era precária. Na hora do incêndio, algumas portas da fábrica estavam fechadas. Tudo contribuía para que o fogo se propagasse rapidamente. O saldo foi de 125 mulheres e 21 homens mortos.

A oficialização do dia 8 de março
Em 1917, no dia 23 de fevereiro (8 de março no calendário atual), um grupo de operárias têxteis saiu às ruas para se manifestar contra a fome, contra o czar Nicolau II e contra a participação da Rússia na Primeira Guerra Mundial, movimento que seria o pontapé inicial da Revolução Russa. O dia 8 virou feriado nacional na Rússia e em outros países europeus. A data foi oficializada pela Organização das Nações Unidades em 1975.

A luta continua
“Esse dia tem uma importância histórica porque levantou um problema que não foi resolvido até hoje. A desigualdade de gênero permanece; as condições de trabalho ainda são piores para as mulheres”, pontuou Eva Blay, socióloga, coordenadora da USP Mulheres e uma das pioneiras nos estudos sobre os direitos das mulheres no país. “Já faz mais de cem anos que isso foi levantado e é bom a gente continuar reclamando, porque os problemas persistem. Historicamente, isso é fundamental”.
Apesar dos vários direitos conquistados nas últimas décadas, as mulheres continuam oprimidas e exploradas. Importante ressaltar que o Brasil é um dos lugares mais perigosos para ser mulher no mundo. Pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública comprovou que, em 2018, foram 221.238 mulheres vítimas de violência doméstica no país, ou seja, 606 casos por dia.
Ainda temos as lutas quanto ao mercado de trabalho, a nossa inserção e o direito à aposentadoria. A reforma trabalhista aprovada por Temer recaiu principalmente sobre nós, mulheres, que já recebemos os menores salários e temos os empregos mais precarizados. Sofremos ainda com o assédio moral e sexual, além de enfrentar a tripla jornada de trabalho, pois somos responsabilizadas pelo serviço doméstico e o cuidado com a família.
Por isso, devemos afirmar, em especial nesse dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, que essa luta deve continuar. “Certamente o 8 de março é um dia de luta, dia para lembrarmos que ainda há muitos problemas a serem resolvidos, como os da violência contra a mulher, do feminicídio, do aborto, e da própria diferença salarial”, observou Blay.
 
Fonte: Blay, Eva Alterman. 8 de março: conquistas e controvérsias. Estudos feministas, 2001. Disponível em:

Edição: Ludmila Outtes
 
 
Recepção dos Calouros da UPE realizado dia 26/02 no auditório da FENSG
 
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