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Mortes por Covid-19 crescem com militares
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Governos querem congelar salários de servidores
Depois dos trabalhadores formais fica ...
  Artigos e Entrevistas | publicado dia 22/05/2020 às 14:57

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Depois dos trabalhadores formais ficarem sem salário e milhões de informais sem o auxílio emergencial, a bola da vez do governo fascista são os servidores públicos. Em reunião realizada dia (21) entre Jair Bolsonaro e os 27 governadores, o Governo Federal pediu apoio para aprovar o congelamento por 18 meses dos salários dos servidores públicos de todas as esferas. Em troca haverá o envio de ajuda financeira aos estados.

Não bastasse milhares de servidores públicos da saúde, da educação e de outros setores essenciais se arriscarem diariamente no combate ao coronavírus, o governo agora quer congelar o salário de todos. O argumento é o de sempre: “todos têm que dar sua contribuição para que o Estado possa combater a pandemia”.

O curioso é que só o povo é que deve “contribuir” nessa crise. De fato, o governo Bolsonaro não adotou nenhuma medida em quase 3 meses de pandemia para cobrar dos banqueiros e dos ricos sua contribuição para a crise. Ao contrário disso, a primeira medida de Bolsonaro no começo da quarentena foi dar de bandeja 1,2 trilhão de reais aos bancos.

A lei de Bolsonaro é muito simples: aos bancos tudo, ao povo nada. A mídia burguesa, por sua vez, faz seu papel tradicional de porta-voz das elites. Todos os editoriais dos principais jornais pedem não só o congelamento, mas até mesmo o corte dos salários. Mas como podem pensar em corte e congelamento de salário de quem está na linha de frente da pandemia?

Os mais afetados serão trabalhadores na linha de frente da pandemia

A ampla maioria dos servidores públicos são trabalhadores simples, que ganham muito mal e trabalham em péssimas condições. São profissionais da saúde, que hoje estão trabalhando para diminuir o máximo que podem o colapso do SUS; são professores, cientistas e pesquisadores, que estão nas universidades públicas virando noites para encontrar soluções para a pandemia; são assistentes sociais, que estão nas favelas e bairros pobres tentando dar o mínimo de assistência ao povo; são trabalhadores da limpeza urbana, que têm sido fundamentais para que a pandemia não se espalhe e também não ocorram surtos de outras doenças ao mesmo tempo.

Essas são as pessoas que o governo acha que não “contribuíram” o suficientemente com a luta contra a crise. Agora, terão seus salários congelados. A revista Piauí apontou que em 2018 metade dos servidores públicos ganhava menos de 3 mil reais. 

A casta que nunca é atingida por essas medidas é aquela que Bolsonaro e governadores não ousam tocar: juízes, procuradores, altos funcionários públicos e o oficialato militar. Esses nunca fizeram nada para resolver crise alguma em nosso país. 

Mais uma vez os governos burgueses mostram a quem eles servem. Para eles o importante é que os ricos não paguem pela crise, mesmo que para isso milhares de pessoas que estão na linha de frente da luta contra o coronavírus sejam sacrificados.

Por Felipe Annunziata
Rio de Janeiro
Edição: Emanuelle Rodrigues
 
 
Aconteceu no dia 10 de setembro às 09 horas, o ato dos Enfermeiros do Estado, onde reenvidicamos do Governo que receba os Enfermeiros para negociar nossas pautas. Pautas essas que estão atrasadas, estamos há 15 anos sem reajuste salarial, entre diversas demandas. Fomos recebidos pelo Secretário executivo da Casa Cívil, exigimos a antecipação da mesa de negociação e teremos resultado desta agenda no dia 22 de setembro. Aguardamos a resposta, conscientes de que precisamos continuar na luta pelo reconhecimento da nossa categoria, fortalecendo a luta por nossos direitos. Fotos: Emanuele Rodrigues
 
Mais de 15 mil profissionais de Saúde infectados com o novo coronavírus.
 
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