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Notícia

Depressão dos trabalhadores de saúde na América

Depressão dos trabalhadores de saúde na América
Por Emanuelle Rodrigues
Data da publicação: 31-01-2022
Um retrato terrível, o levantamento apoiado pela Organização Pan-Americana da Saúde, expõe o fracasso das políticas públicas referentes aos sistemas de saúde.

por Flávio Dieguez

Um retrato terrível, o levantamento apoiado pela Organização Pan-Americana da Saúde, expõe o fracasso das políticas públicas referentes aos sistemas de saúde. Em particular quanto à saúde mental dos profissionais, duramente afetada no esforço para conter a covid.

 

Estudo da Universidade do Chile e de Columbia (EUA) revela o nível extremo de sofrimento que a luta contra a pandemia causou nos trabalhadores de saúde na América Latina. Quase 20% dos entrevistados apresentaram sintomas de um episódio depressivo. Um em cada dez disse ter pensado em suicídio e muitos não receberam atendimento psicológico quando solicitaram. O levantamento teve a colaboração da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).
 
Os especialistas da Opas enfatizam que os dilemas éticos criados pelas condições de trabalho na pandemia tiveram impacto na saúde mental dos trabalhadores. O relatório aponta com mais detalhes a necessidade de apoio emocional e financeiro, preocupação em contagiar familiares, conflitos com parentes de pessoas infectadas e mudanças nas funções habituais de trabalho. Houve efeitos positivos, como confiar que a instituição de saúde e o governo conseguiriam lidar com a pandemia e ter o apoio dos colegas de trabalho.
 
Observando que a pandemia não acabou, Anselm Hennis, diretor de saúde mental da Opas, frisou que “é fundamental cuidar de quem cuida de nós”. A pandemia expôs a falta de políticas públicas adequadas, mostrando que há uma dívida de saúde que deve ser paga, afirmou um dos líderes do trabalho, Rubén Alvarado, da Faculdade de Medicina da Universidade do Chile. Esses resultados são similares a muitos outros, em vários países.
 
Nos EUA, viu-se até um espantoso êxodo, do sistema de saúde, de médicos, enfermeiros e outros trabalhadores, “exaustos e desmoralizados”, como registrou a imprensa americana. Mas foi um fenômeno global, verificaram diversas pesquisas, como a que se vê aqui. Não por acaso, o estudo latino-americano foi batizado com a sigla “Heroes” (ou heróis, da expressão inglesa) “HEalth caRe wOrkErs Study”: Estudo sobre os trabalhadores no atendimento à saúde).
 
Foram entrevistados mais de 14 mil trabalhadores, durante 2020, na Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Bolívia, Guatemala, México, Peru, Porto Rico, Venezuela e Uruguai. Os autores consideram que a sistematização das informações obtidas por meio das entrevistas ajudarão no desenvolvimento de políticas de proteção à saúde mental dos trabalhadores da Saúde. “O espírito do projeto não é só gerar evidência científica de qualidade”, escreveram os autores. Mas também contribuir para gerar ações individuais, institucionais e políticas.

https://outraspalavras.net/outrasaude/depressao-dos-trabalhadores-de-saude-na-america-latina/

 

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